Halo Graphic Novel. Os “quadrinhos” sobre o intrigante mundo de Halo foram publicados em julho de 2006, e contam com a participação de diferentes artistas e escritores.

Dividida em quatro pequenas histórias que serão resumidas e contadas aqui, você poderá descobrir e se aprofundar ainda mais nesse universo.

 

 


A primeira história se foca no objetivo de mostrar ao leitor o quão perigosos e inteligentes são os Floods, e é paralela ao tempo do primeiro game Halo. Rtas 'Vadumee, comandante das Forças Especiais Elite, é chamado para socorrer uma nave de suplementos alimentícios dos Covenants, a Infinite Succor. Quando chega, percebe que os inimigos não são os humanos, mas sim os Floods, que já haviam infectado praticamente toda a tripulação da nave. O comandante então decide por destruir a embarcação, mudando seu curso para colidir com uma estrela.



Durante a história, um Prophet é infectado por um Flood, o qual consegue se comunicar através do corpo do Covenant:


Seus... tripulação... parte de nós. Nós sabemos... eles sabiam.
Nós... temos os códigos de comando. Partiremos logo. Propagação...
Você estará... nós.


Então, na última página da história:


Os Forerunners... não nos destruíram. Que chances... vocês têm?


O comandante Rtas 'Vadumee já fez sua aparição em Halo 2. Conhecido como “Half-Jaw” (meia mandíbula), ele faz uso de uma armadura branca, chamada de Ultra por Cortana. Ele perdeu parte de seu maxilar enquanto lutava contra um Elite infectado pelos Floods na Infinite Succor. Seu inimigo tinha uma extrema habilidade com a Energy Sword, e conseguiu arrancar a mandíbula esquerda de Vadumee.

 

 


Situada entre Halo e Halo 2, a história conta como é feito o teste da armadura MJOLNIR Mark VI. Um SPARTAN e membros da força especial da UNSC (ODST) batalham em busca dos defeitos.

Maria-062 é a SPARTAN da história. Ela testa a nova armadura em Songnam, na Korea, contra um grupo de ODSTs. É com essa armadura que Master Chief luta em Halo 2. É possível que tenha sido desenvolvida na própria Terra, uma vez que a base militar e tecnológica de do planeta Reach havia sido destruída.



Depois que John botar as mãos nessa armadura, poderemos dormir um pouco mais traquilamente.


Maria se retirou do projeto SPARTAN II para iniciar uma família, algo extremamente incomum de acontecer.

 

 


Situada no contexto do primeiro game, é a história de como o Sargento Johnson escapou do ataque dos Floods. Não há diálogos, apenas as ilustrações e o som das armas.



O mais intrigante fica pelo fato de descobrirmos que Johnson saiu ileso do ataque dos Floods, ao contrário da história revelada, da qual dizia que por explodir dezenas de granadas de plasma, seu corpo adquiriu algum tipo de radiação que impediu sua infestação. A síndrome de Boren, do qual havia “adquirido”, também pode ser apenas outra história contada para encobrir algo ainda maior...

Em Halo Graphic Novel, a página 122 mostra um diálogo que possivelmente seria entre Johnson e Catherine Halsey, a criadora da Cortana. Aparentemente, a síndrome de Boren no sargento foi inventada para encobrir que ele é um SPARTAN I, e por isso não foi infectado pelos Floods. Nota-se também que Johnson parece ser imortal durante os games, fato percebido e questionado na fase The Armory, quando lhe perguntam como consegue sempre sair vivo. A resposta dada foi: “Desculpa, é secreto”.

A página ainda mostra que Johnson realmente fez parte do projeto ORION (SPARTAN I), mas sem especificar qual sua verdadeira função.


 

 


A história mostra o lado mais humano do universo de Halo, mostrando as ações de um fotógrafo que trabalha para o governo, com o objetivo de censurar e editar fotos para amenizar os efeitos das guerras para a população. SPARTANS nunca são mostrados em momentos de fraqueza, injúria ou mesmo morte. A UNSC procura manter a imagem de que tais soldados são invencíveis. O trabalho do fotógrafo era expor imagens de coragem e força nas televisões do mudo, mesmo sendo muitas vezes manipuladas.

O personagem não abre mão de seu laptop, pois dentro de New Mombasa há diferentes línguas, e o uso do computador facilita a tradução. A população comenta que deveria haver uma negociação com os Covenants. Outros afirmam que a UNSC poderia aniquilá-los rapidamente, mas os direitos da vida impendem que isso aconteça.


Todos irão se lembrar onde estavam.


Elites e Grunts já estavam dominando a cidade, matando todos os que viam pela frente. Protocolos de evacuação soavam pela cidade, e as pessoas se dirigiam desesperadamente para os túneis ou portos. O personagem principal, um tanto orgulhoso das conseqüências de seu trabalho, por esconder das pessoas essas monstruosidades, consegue ouvir a conversa de um Elite, e consequentemente descobrir o porquê dos Covenants terem invadido especialmente New Mombasa:


Precisamos limpar essa área antes para conseguir um acesso seguro ao Ark.



O fotógrafo então percebeu que tal informação deveria chegar a alguém da UNSC. A comunicação de New Mombasa com o resto da Terra estava obstruída, e ele então decidiu que um dos navios que estavam deixando a cidade seria a solução. Após passar pela segurança, entregou o laptop a uma menina, que embarcava num pequeno bote com mais 20 pessoas.


Talvez eles consigam, mas do que adiantará?


Ele ficou então vendo a destruição da cidade. Sabia que em breve estaria morto, mas estava parcialmente feliz por ter mentido e escondido da população todas essas coisas. A história acaba com a frase:


Este é o primeiro dia do fim do mundo.